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A influência do Marketing Digital nas eleições de 2014

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Para entender melhor o como o Marketing Digital vai influenciar nas eleições de 2014, veja esse artigo sobre as tendências do marketing digital para 2014. A partir de então, podemos entender qual será a influência do marketing digital nas eleições de 2014, que será de extrema importância.

Desde que Barack Obama usou as redes sociais, mais especificamente o Twitter, como ajuda para a sua campanha presidencial em 2008, as redes sociais e o marketing digital tornaram-se imbatíveis e obrigatórias nas campanhas eleitorais. É ano de eleição e os candidatos devem ficar atentos às estratégias na web e usar o marketing digital a seu favor.

Pode-se dizer que não é mais desafiador adaptar uma campanha política tradicional para os meios digitais. Isto já é realidade, como citamos, desde o primeiro grande “case” de sucesso, que culminou na vitória do presidente Barack Obama, nos EUA. Passados seis anos, essa ainda é a grande referência e inspiração no Brasil para campanhas políticas na web.

Conseguir engajar pessoas “gratuitamente”, coletar dados para tomada de decisões e construir uma reputação perante os usuários presentes em redes sociais é o grande desafio para um projeto de marketing político digital no país, por isso, uma estratégia para os candidatos deste ano é criar perfis, fan pages e aproximar-se dos eleitores através dessas mídias sociais sem medo de retaliação. Isso permite um retorno instantâneo da população durante o horário eleitoral tanto no rádio, como na TV.

Os candidatos que tem grandes chances de se destacar, principalmente com o público jovem, pois é o que mais acessa as redes sociais, são os que criarão um relacionamento sólido com os ativistas virtuais, promovendo debates relevantes para a comunidade e usando de forma acertada algumas estratégias bacanas, para atrair a atenção do eleitor na web.

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A internet não é só um meio para se “divulgar”, mas principalmente, conquistar.

A web não pode ser vista como um panfleto. As pessoas é que definem o que querem receber ou não. A dica para os candidatos é que eles não falem, e sim, conversem. A internet não é um meio só para “divulgar”, mas sim, principalmente, para se conquistar. Para isso se faz necessário sinceridade, transparência, entretenimento e relacionamento. A rede é incontrolável; o próprio nome já diz, são pessoas participando e interagindo de forma distribuída, muitas vezes sem liderança.

Não existem decisões lineares, estão sempre se comunicando, as pessoas não querem mais só ouvir, querem ser ouvidas, fazer parte, produzir. É necessário ser humilde, passível a críticas, ter contato direto e personalizado. Já somos mais de 100 milhões de pessoas conectadas a internet no Brasil, e muitos destes influenciam os demais. Cerca de 71% assiste TV enquanto acessa a internet e mais de 50% ouvem rádio enquanto navegam na web, o que demonstra o uso simultâneo das mídias crescendo a cada ano e a importância de estar tudo em sincronia. Em vez de pensar em como “ferrar” o adversário, foquem no que seu candidato pode fazer de melhor.

Etapas de planejamento de uma campanha de marketing político digital

Pode-se afirmar que planejar uma campanha política na internet é algo que demanda tempo, investimento, inteligência e criatividade. Segundo Luciana Salgado, diretora executiva da agência digital Conteúdo Certo, é fato constatar que as pessoas ainda fazem campanhas tendo por base as ferramentas que serão utilizadas. Para ela, é comum que o próprio político fale que quer usar essa ou aquela determinada ferramenta porque ouviu falar que funciona.

“Participei de um evento e ouvi a dona de uma agência chegar para um cliente em potencial com a seguinte abordagem: “Vi sua marca na web, e aí, vamos fazer um aplicativo?”, conta Luciana. Aí é onde está o equívoco. Antes de querer empurrar um aplicativo você precisa conhecer a marca e pensar em um app que faça sentido para um político, de acordo com a realidade do mercado e a diretriz da campanha política. Tem que haver coerência para reconhecer que todo trabalho digital qualificado exige um planejamento consistente e não existe espaço para ações por impulso.

Para começar, é necessário estabelecer os objetivos da campanha política e, para isso, é preciso fazer um estudo arrojado sobre o cenário político que envolve o candidato e seus adversários, investir em pesquisas para determinar o comportamento do eleitor dentro da atual conjuntura e fazer levantamento de dados dos eleitores. Além disso, é interessante fazer o diagnóstico de presença online, que envolve não só o político e seus principais concorrentes, mas que também identifica os eleitores/influenciadores.

A partir dos insumos gerados pela pesquisa e diagnóstico é possível visualizar um cenário e indicar as diretrizes, definir os objetivos e principais metas da comunicação online, escolher as ferramentas, desenhar a equipe e criar fluxos de produção e táticas de ação nas redes sociais, elaborar um plano de gestão consistente para prever, gerir e mitigar possíveis crises que possam trazer dano à imagem do candidato.

Dica: Os 7  principais pontos em uma estratégia de Marketing Digital Político

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1. Comunicação Interna: Organização e Implementação de meios de comunicação interna para permitir agilidade na execução de estratégias, evitar falhas e ruídos e permitir resposta rápida e em massa.

2. Integração na Área Digital: O canal de comunicação do candidato  precisa ser acessível a população no meio digital e isso implica que o site ou blog  precisa ser fácil de encontrar, carregar rápido em computadores mais lentos e que tenha uma versão para celular.

3. Comunicação Externa: Organização e preparação de mecanismos de comunicação externa. Envolve a criação de meios de comunicação nas redes sociais, organização de círculos influentes, criação e cadastramento de grupos de defensores e simpatizantes, criação e gerenciamento de conteúdo útil para o eleitor como propostas e dados relevantes.

4. Monitoramento em Tempo Real: Implementação de mecanismos e pessoal para monitorar constantemente o que se fala sobre o candidato nas redes sociais.

5. Preparação para Gerenciamento de Crise: O candidato precisa ter um plano de ação para conter crises que por ventura venha a ocorrer durante a campanha.

6. Engajamento: O candidato precisa participar da conversa e engajar com os eleitores pois ela acontece com ou sem ele.

7. Distribuição de Conteúdo: O número do candidato precisa alcançar o eleitor e por isso é preciso um plano de distribuição digital das informações básicas (Mídia) do candidato como e-mail, SMS,  protetores de tela, toque de celular e aplicativos de redes sociais e para aparelhos móveis.

Vejam a maior inspiração da influência de marketing digital nas eleições de 2014, Barack Obama que está aí, reeleito pela população americana a partir de sua popularidade na internet, para provar que as mídias sociais realmente funcionam.

Fontes de pesquisa: Revista Wide e Jornal O Povo.